Pudins passam... Oportunidades também!

No almoço de dia das mães, fiz um tabuleirão de lasanha, e para sobremesa, minha mãe preparou um delicioso pudim de leite condensado, do tipo impossível comer um só.

Como meu esposo, Marcos Góes, estava viajando, guardamos o que sobrou do almoço de domingo, inclusive o pudim, para almoçarmos junto com ele na segunda-feira.

Terminado o almoço de segunda, fomos dividir o pudim. Para o Marcos, o pedaço seria maior, e para mim e o Léo, nosso filho caçula, meio a meio do que sobrasse. Mas, para o meu espanto, o Léo recusou o pudim, alegando que estava enjoado e que não aguentava nem olhar para doces. Rapidamente engrossei a porção do Marcos e para mim sobrou um pedaço mais rechonchudo. Perguntei pela segunda vez ao Léo e ele me confirmou que não queria pudim.

Passada meia hora, o Léo fala:

- Mãe, me dá um pedaço de pudim?

A minha resposta foi que sentia muito, mas não poderia lhe dar pelo simples fato de ter acabado.

Lembrei-me muito da recomendação de Deuteronômio 6:6-9, que diz: Todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões.

Naquela hora, falei com meu filho sobre as oportunidades que perdemos na vida por causa das escolhas que fazemos, tal qual aquele pudim que ele perdeu por escolher não comer. Só que pudins vão e vêm, mas as oportunidades, por muitas vezes, são únicas, e se fizermos uma escolha ruim, talvez não tenhamos outra. Escolher falar a verdade (ainda que com aparente prejuízo), escolher depender de Deus, escolher amizades saudáveis, escolher cultivar pensamentos puros, escolher fazer coisas de criança enquanto ainda se é criança, escolher viver como a Bíblia nos orienta...

Nem sempre estamos com vontade de ouvir nosso filho naquela hora, ou nem sempre estamos "inspirados" para falar de Deus com ele naquele momento, quando uma grande oportunidade se abre. Mas, como pais, não podemos fugir da Palavra. Temos que aproveitar cada instante da proximidade que ainda temos dos nossos filhos para ensinar, para encucar, para manter escrito na nossa testa e termos em nossas mãos o nosso compromisso e a nossa intimidade com Deus, a fim de que ele veja e siga. Aí, mesmo quando for velho, não irá se desviar do Caminho no qual foi ensinado.

A propósito, minha mãe já prometeu um outro pudim para daqui a duas semanas.
Como eu falei, pudins passam, mas outros podem vir.

E as oportunidades?
Com carinho
Valéria Góes

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