Carta para a mãe de uma recém-casada!






síndrome do ninho vazio é o nome dado à sensação de vazio que os pais sentem quando um ou mais filhos saem de casa para morarem sozinhos ou quando se casam por exemplo. Então eu quero compartilhar essa mensagem com você mãe, cujos filhos saíram de casa porque se casaram. 

"Escrevo isto como filho que se doeu lendo textos sobre como vocês se sentiram quando nós, filhos, saímos de casa.

A dor de vocês foi chamada pela psicologia de Síndrome do Ninho Vazio, mas a nossa dor ainda não ganhou nome.

Seria um outro ninho vazio? Não sei, mas venho falar sobre os medos, as angústias e as delícias de sair do ninho para o mundo, lugar para o qual vocês nos criaram.

Nosso primeiro ninho foi o ventre materno e ele tinha um tempo preestabelecido. 
Perto dos 9 meses, às vezes antes, nós sairíamos daquele lugar onde nada podia nos tocar...

Nosso segundo ninho, o lar ao lado de vocês, nunca teve limite de permanência. Vocês não nos empurrariam para fora jamais. Foi ali que aprendemos tudo: comer, falar, andar, agarrar mãos e objetivos, dar risada, ir ao banheiro, ler, escrever… tudo. Passamos por fases fáceis e divertidas, mas também difíceis.

Nós crescemos, vocês também. Assistimos às  suas crises existenciais, aos conflitos com a idade, ao amadurecimento e à beleza de ser o que se é todos os dias.

Vocês assistiram às transformações, às pernas crescendo demais, aos brinquedos aparecendo e depois sumindo da sala.

Começamos a sair por aí nos nossos voos curtos. Deixamos vocês sem dormir direito diversas vezes... 

O ninho começou a ficar apertado de novo. Nossas vontades e sonhos não cabiam mais ali.

A hora ia chegar, mas nenhum de nós sabia quando. Por fim, saímos, e o ninho ficou vazio.

As primeiras noites, chegando em casa sem ter quem nos esperasse, foram estranhas tanto quanto para vocês. O beijo na testa antes de dormir fez falta, o cheiro do café quando saíamos do quarto prontos para fazer o que tínhamos que fazer, o lembrete para levar o agasalho e o guarda-chuva.

Mãe, eu continuo levando o agasalho e o guarda-chuva.

O arroz grudou, a roupa ficou mais ou menos limpa, coisas estragaram na geladeira, eu cheguei em casa tarde demais, dormi pouco, fiquei doente, te liguei perguntando como cozinhar alguma coisa e para saber como lavava a roupa direito.

O amor, a essência da nossa relação, permanece igual. Mudaram os hábitos, a vida, o caminhar das coisas. Mas eu descobri que o ninho nunca foi um espaço físico, pois era o seu coração – e se depender de mim ele nunca ficará vazio."

autor desconhecido

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