O QUE É PSICOTERAPIA, PRA QUE SERVE, ETC ...


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Quanto tempo dura o processo terapêutico?
Na primeira consulta, o cliente tem a oportunidade de expor suas principais queixas, familiarizar-se com a abordagem e o estilo do terapeuta, bem como obter informações técnicas sobre o seu problema e sobre como funciona o processo terapêutico. Normalmente, o tratamento é realizado através de sessões semanais que duram 50 minutos cada e essa regularidade pode ser alterada em benefício e interesse do cliente. Cada caso e cada processo terapêutico são únicos e, por essa razão, é muito difícil prever o seu tempo de duração. Há clientes que, uma vez resolvida a queixa principal que o trouxe à terapia, dão-se por satisfeitos por acharem-se livres dos sintomas que os incomodavam. Nesses casos, o processo pode ser bastante rápido, com duração de umas poucas semanas. Para um processo analítico mais profundo, porém, em que se busca resolver conflitos mais complexos e promover o autoconhecimento, é necessário um tempo mais longo, a depender de cada caso em particular.

Qual a diferença entre terapia, análise, psicanálise e psicoterapia?
Embora esses diferentes nomes sejam comumente atribuídos ao mesmo tipo de tratamento psicológico, o nome correto para o trabalho que o psicólogo desenvolve junto com seu cliente é psicoterapia, porque refere-se à terapia da psique, isto é, da mente. Já a palavra terapia refere-se a qualquer forma de intervenção que tenha efeito terapêutico sobre uma pessoa e pode ser atribuída indiscriminadamente a todos os profissionais da saúde. Por isso, a psicoterapia só pode ser realizada por um psicólogo e engloba todas as vertentes existentes dentro da Psicologia.

As demais especificações ficam por conta das diferentes abordagens psicológicas utilizadas, como psicanálise, análise junguiana, análise comportamental, análise cognitiva, Gestalt-terapia, psicodrama, etc.


Por que as pessoas fazem terapia?
As pessoas buscam a ajuda do psicólogo por diferentes razões de ordem pessoal, especialmente quando vivem momentos de sofrimento intenso. Pode ser para livrar-se da depressão, por dificuldades no relacionamento social ou amoroso, para curar-se do transtorno do pânico, de fobias ou outros transtornos mentais, porque têm medo de dirigir ou de enlouquecer...
Enfim, sempre que se deparam com situações nas quais não vêem saída, a ajuda do psicólogo é fundamental. A psicoterapia também é valiosa para as pessoas que desejam desenvolver seu potencial de realização, autoconhecimento e crescimento pessoal. Aprendendo a conhecer-se mais profundamente, as pessoas tornam-se mais seguras e autoconfiantes. Passam a estar mais preparadas tanto para viver intensamente os prazeres da vida quanto para enfrentar com coragem e segurança os obstáculos que porventura venham a surgir em seu caminho.

Qual o objetivo da psicoterapia?
O objetivo da psicoterapia é levar o cliente a conhecer-se mais profundamente, compreendendo seus processos e mecanismos mentais, para aprender a utilizá-los em seu próprio benefício. O resultado é um ganho geral na sua vida, com aumento da auto-estima e da autoconfiança, maior sensibilidade às suas necessidades reais e qualidade nos seus relacionamentos. Aprendendo sobre si mesma, a pessoa transforma-se no agente de seu próprio destino, passando a lidar com a dor, com a ansiedade e com o sofrimento em geral de uma forma mais saudável, sem deixar-se controlar por eles e sem sabotar o seu desenvolvimento pessoal. Ao contrário, será mais livre para escolher e desfrutar da vida com leveza e harmonia, aceitando-se e respeitando-se.

O que o psicólogo faz?
O psicólogo ouve e propõe diferentes questionamentos, levando o cliente a olhar para os seus conflitos a partir de novos prismas. O resultado é o enriquecimento e a transformação do entendimento, atitude e comportamento da pessoa. A relação que se estabelece entre psicólogo e cliente é de cumplicidade e confiança. Através dessa relação, ambos caminham juntos, dialogando e trocando impressões, percepções e reflexões, o que possibilita a ampliação do entendimento acerca dos processos internos, comportamentos e causas dos conflitos do cliente.

Embora o processo psicoterapêutico seja predominantemente verbal, o psicólogo poderá, se houver necessidade e se ele estiver habilitado para isso, ensinar ao cliente técnicas de relaxamento e de respiração, bem como realizar trabalhos corporais como calatonia, eutonia e outras modalidades de toques sutis.

Como é a terapia com as crianças?
A criança não se comunica da mesma forma que o adulto porque sua linguagem mais expressiva é o brincar. Por essa razão, na terapia infantil são utilizadas atividades lúdicas para que, brincando, ela possa expressar seus conflitos, medos e fantasias. Essa modalidade de atendimento chama-se Ludoterapia e visa a diagnosticar e tratar a criança com o uso da ferramenta que lhe é mais familiar e agradável, que é a brincadeira.

Ao longo do processo ludoterapêutico é comum serem feitas entrevistas regulares com os pais ou responsáveis pela criança e, sempre que necessário, nessa oportunidade realizam-se sessões de orientação, feedback e exercícios de reflexão com os pais.

São inúmeras as possibilidades de atividades e materiais a serem utilizados na Ludoterapia, sendo escolhidos aqueles que se mostram mais adequados às necessidades, maturidade e ao gosto de cada criança. Pode ser desenho, pintura, modelagem, leitura ou criação de histórias, teatrinho, jogos diversos, casinha, escolinha, bonecos, argila, confecção de adereços, origami, canto, jogos de motricidade, etc.

Quando procurar um psicólogo?
Você deve procurar a ajuda de um psicólogo quando perceber que o problema que está enfrentando começa a provocar sofrimento ou prejuízos em sua vida. É muito saudável que as pessoas tentem resolver sozinhas as suas dificuldades, valendo-se de seus próprios recursos internos. No entanto, nem sempre isso é possível porque há momentos em que nos sentimos muito confusos ou impossibilitados de encontrar sozinhos o melhor caminho a seguir. É em casos assim que o processo terapêutico torna-se valioso porque encurta o caminho para um melhor entendimento do problema e oferece as ferramentas adequadas para ultrapassar as dificuldades.

Como escolher um bom psicólogo?
Escolha-o criteriosamente. Se ele for indicado por uma pessoa da sua confiança, aposte numa primeira entrevista para conhecê-lo. Caso contrário, pesquise e compare os profissionais disponíveis na sua região: leia textos escritos por ele, ouça, leia ou assista a eventuais entrevistas que ele tenha concedido para ter uma primeira impressão, pergunte aos seus amigos se o conhecem e verifique se ele está devidamente registrado no Conselho Regional de Psicologia. Mas não se impressione apenas com esses dados. Nem sempre um profissional famoso e cheio de títulos, ainda que competente, será a melhor opção para o seu caso. Você é quem tem que gostar de estar com ele. Vá conferir e respeite a impressão que você tiver na primeira entrevista: Ele parece compreender você e o seu problema? Ele conseguiu passar uma impressão de competência profissional e respeitabilidade? Você sentiu que ele é uma pessoa atualizada? É acessível e acolhedor? Você se sentiu bem à vontade e descobriu afinidades com ele?
Foi fácil falar com ele sobre os seus problemas?

Se você não se entusiasmar com o profissional que visitar pela primeira vez, não hesite em procurar por outras alternativas até que possa sentir-se confiante em sua escolha. O sucesso do seu processo terapêutico dependerá da qualidade do vínculo que vier a se estabelecer entre vocês dois.

E se eu me tornar dependente do psicólogo?
Muitas pessoas procuram a terapia acreditando que o psicólogo poderá resolver os seus problemas – e alguns terapeutas até tentam mesmo fazer isso. Mas não se iluda. O psicólogo, sozinho, não é capaz de fazer isso. Ele é apenas um facilitador para que você mesmo faça o trabalho de encontrar o seu caminho, que é único para cada pessoa. A receita dele só serve para ele, não serve para você nem para ninguém. Por isso, um bom profissional trabalhará com você com um único objetivo: ajudá-lo a conhecer-se e a desenvolver a sua própria capacidade de resolver os seus conflitos, ultrapassando os obstáculos que forem surgindo em sua vida. Portanto, não tenha medo de tornar-se dependente, pois o objetivo final da terapia é que você se torne o seu próprio terapeuta, sendo capaz de analisar-se e tomar em suas próprias mãos as rédeas da sua vida, com autonomia e confiança.

Sou menor. Posso fazer terapia escondido dos meus pais?
Não, não pode. Para que um menor submeta-se ao processo psicoterapêutico é necessária a anuência dos pais ou responsáveis. O Código de Ética Profissional do Psicólogo, publicado pelo Conselho Federal de Psicologia, é claro a esse respeito. Em seu art. 2º, § i, lê-se: “Ao Psicólogo é vedado atender, em caráter não eventual, a menor impúbere ou interdito, sem conhecimento de seus responsáveis” (fonte: Manual do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, 2000). Nos casos em que a intervenção psicológica se faz necessária a um menor, deverá ser feita a tentativa de sensibilizar os pais ou responsáveis para a importância do tratamento e, só então, o processo psicoterapêutico poderá ser levado a efeito.


Existe uma idade certa para se fazer terapia?
Não, na verdade o que existe é o momento certo para se iniciar a psicoterapia. O momento certo é aquele em que você percebe que precisa de ajuda e sente que está disposto a confiar as suas dificuldades ao terapeuta, independentemente da idade que você tem. O psicólogo clínico está habilitado a realizar tanto o atendimento infantil, quanto adolescente e adulto. Para as crianças, o mais comum é o processo iniciar-se após os quatro anos de idade, quando os pais percebem que a criança apresenta problemas e, em alguns casos, eles também são orientados a fazerem parte do processo regularmente.

Os pais são os culpados pelos problemas emocionais dos filhos?
O profissional de Psicologia jamais culpará os pais pelos possíveis problemas emocionais da criança porque sabe que, conscientemente, praticamente todos os pais buscam dar aos seus filhos aquilo que de melhor têm para oferecer. No entanto, é inegável que a dinâmica familiar tem um efeito determinante na formação da identidade e na estruturação psíquica e emocional da criança. É por isso que, uma vez identificado o problema pelo qual a criança está passando, os pais são também orientados. O resultado é a resolução dos conflitos da criança e uma maior harmonia na dinâmica da família.

Qual o principal benefício para a pessoa que resolve investir em terapia?
Além de receber ajuda para livrar-se do sofrimento que a aflige, é o de ampliar o seu universo de possibilidades. Isso envolve desde promover uma maior variabilidade no seu repertório comportamental até o desenvolvimento e a concretização de sonhos e potenciais que a pessoa nem imaginava possuir. Conhecendo-se mais profundamente, ela também aprende a livrar-se de sofrimentos desnecessários e a lidar com as situações difíceis que sempre surgem ao longo da vida.

A partir de que idade é aconselhável iniciar o processo terapêutico?
Há terapeutas especializando-se em trabalho com bebês, que é uma área bastante nova da Psicologia. Tradicionalmente, porém, indica-se terapia para crianças que apresentam dificuldades a partir dos quatro ou cinco anos de idade, podendo ocorrer mais cedo, em casos especiais. De qualquer modo, a presença dos pais em algumas sessões (ou mesmo a orientação dos pais em separado) faz-se necessária no processo terapêutico infantil. Em suma, inicia-se a terapia no momento em que o problema se apresenta, independentemente da idade do cliente.


Quais os benefícios de fazer terapia a curto, médio e longo prazos?
A curto prazo, a eliminação ou redução de sintomas desagradáveis. A médio e longo prazo, o prazer do exercício de se conhecer melhor, de aprender a investir no próprio desenvolvimento, a expansão da capacidade de reflexão, auto-observação, autonomia e autoconfiança, além do aprendizado de auto-analisar-se.

Existe algum tema que não pode ser discutido em terapia?
Absolutamente tudo pode e deve ser discutido em terapia, desde que tenha importância para o paciente. Às vezes, um assunto que parece muito banal ou corriqueiro é a porta de entrada para se compreender problemas bastante complexos e importantes. Da mesma forma, temas aparentemente difíceis ou constrangedores para o paciente tendem a tornar-se leves e muito mais fáceis de manejar após um tratamento analítico. Espera-se que o terapeuta esteja devidamente preparado e suficientemente aberto e disponível para lidar com qualquer tipo de tema, conteúdo, fantasia ou patologia que faça parte da vida da pessoa que o procura.

O que leva a pessoa a decidir que realmente precisa de terapia?
Mais frequentemente, é a dor, principalmente relacionada a dificuldades emocionais. As pessoas tendem a fazer mais facilmente o movimento de buscar alívio para a dor do que para buscar melhora para aquilo que não está tão bom. Questões de sofrimento em relacionamentos amorosos, depressão, baixa auto-estima, transtorno de pânico e déficits sociais tem sido os campeões de procura por ajuda em meu consultório, por parte do público adulto.

Por que eu deveria procurar um desconhecido para falar sobre meus problemas se tenho um amigo que me aconselha e com quem também troco alegrias, etc...?

É verdade que é possível viver muito bem e feliz sem fazer terapia, assim como é possível ser feliz sem ter dinheiro, carro, casa, etc. Também acredito que nada substitui uma amizade sincera, verdadeiro alimento para a alma. Mas essas coisas não devem ser confundidas. O terapeuta não é um conselheiro e nem um amigo para todas as horas. Ele é um profissional habilitado a ajudar você a refletir mais amplamente sobre as questões do seu próprio interesse, de maneira isenta. Ele sabe fazer perguntas que possivelmente não ocorreriam a você ou ao seu amigo, por ter sido treinado para isso. E ele também é capaz de aceitar você do jeito que você é, sem nenhuma espécie de julgamento ou envolvimento direto nas situações que você vive. Isso quer dizer que ele estará do seu lado ainda que você esteja expondo seu lado mais negro, aquilo que você julga ser o pior de você. Através do processo de autoconhecimento que a terapia proporciona, você fortalecerá sua estruturação psíquica para seguir adiante sozinho, aprendendo a vencer os momentos difíceis de sua vida, mesmo aqueles em que há a ausência dos amigos.

Precisar de um psicólogo não é sintoma de incompetência pessoal?
Algumas pessoas julgam que contar com a ajuda de um psicólogo para resolver seus problemas mais íntimos é um sintoma de fraqueza ou incapacidade pessoal e essa idéia é insuportável para elas. Acontece que, ao longo de nossas vidas, há momentos em que não somos capazes de enxergar amplamente as armadilhas e os nós nos quais nos envolvemos, justamente porque foram criados de forma inconsciente por nós mesmos. Nesses momentos, a ajuda de um profissional habilitado pode ser o melhor atalho para recuperar nosso equilíbrio e sensação de bem-estar. Por não estar imerso na sopa de emoções do cliente e ser treinado para uma compreensão mais profunda de mecanismos internos mais complexos, ele é capaz de ver aquilo que não está acessível para o cliente num dado momento. Não ser capaz de buscar e/ou aceitar uma ajuda profissional quando mais necessita talvez seja um dos problemas centrais do indivíduo, pois pode envolver sérias dificuldades para se expor e para confiar no acolhimento do outro, excessiva desconfiança generalizada, auto-estima comprometida, dentre outros problemas que, uma vez resolvidos, tornariam sua vida mais plena e feliz.

A quem a terapia beneficia mais: homens, mulheres ou crianças?
O processo terapêutico não pode ser bem sucedido sem a participação espontânea e ativa do próprio analisando, tenha ele a idade ou o sexo que tiver. Sem a sua cooperação o terapeuta fica impotente. Os benefícios da terapia são proporcionais à capacidade do indivíduo de se permitir abrir-se para ser ajudado pelo profissional. Por essa razão, independe de sexo ou idade, embora as crianças sejam, em geral, mais rapidamente aderentes ao processo pelo caráter lúdico da sua terapia.

É verdade que quando uma pessoa faz terapia seria bom que a família também participasse ou fizesse terapia? E quando isso não acontece, o processo fica prejudicado?

No caso de terapia individual de adulto, a participação de familiares ou outras pessoas a ele vinculadas só é necessária quando a problemática central do paciente envolver essas relações. Em geral, o processo terapêutico transcorre sempre individualmente e as mudanças que ocorrem no analisando refletem-se na família, provocando mudanças no ambiente familiar por vias indiretas. Já com crianças e com alguns adolescentes há uma necessidade maior da presença dos familiares, especialmente dos pais ou figuras afetivas muito importantes. Nestes casos, a não-adesão da família pode prejudicar substancialmente o bom andamento do processo terapêutico.

A pessoa que está buscando iniciar terapia corre algum risco se não estiver em “boas mãos”, ou seja, se não for atendida por um profissional competente?

Ela correrá o risco de não ser efetivamente auxiliada nas questões que a trouxe à terapia. Se tratar-se de uma pessoa muito insegura e confusa, por exemplo, poderá tornar-se dependente do terapeuta, mantendo-se insegura e confusa. Já uma pessoa razoavelmente equilibrada e consciente, perceberá esse risco e nesse momento deverá questionar o terapeuta e, se sentir que esse é o melhor caminho, buscar uma fonte mais confiável de ajuda. A idéia básica do processo terapêutico é que o analisando aprenda a lidar com suas próprias questões justamente para bastar-se a si mesmo, tornando-se autônomo e independente do terapeuta, consciente de sua dinâmica interna e capaz de lidar adequadamente com as dificuldades que forem surgindo ao longo de sua vida. É papel do terapeuta identificar uma possível tendência do analisando a tornar-se dependente, trabalhando com ele essa questão durante o processo.



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