Quantas vezes queremos que nossas palavras entrem na cabeça dos nossos
filhos? Ás vezes você fala, fala, fala, sem parar, tentando fazê-los entender
que você não quer que ande com fulano, que você não quer que chegue tarde em
casa, você não quer que comam qualquer besteirinha na rua etc.... Você, você e
você... É um erro que todas nós cometemos um dia e muitas cometem hoje.
Quando impomos as coisas aos nossos filhos, não importa se são pequenos
ou grandes, dizendo que não façam tal coisa porque nós não queremos que façam
(já ouvi muito isso), surte um efeito contrário. Na verdade eles
"entendem" que somos más, que não queremos vê-los felizes, que
queremos controlar sua vida, que estamos mandando, impondo, chateando. Mas,
quando usamos nosso tempo para explicar o porque de não fazer tal coisa, as
palavras surtem neles outro efeito, por exemplo:
"Filho, eu não quero que você saia com fulano". _Tudo bem,
mas, por quê?
Agora, se você diz:
“Filho, não é bom que você saia com fulano, porque ele precisa de ajuda, ele é muito bacana, mas, é viciado em drogas e pode influenciar você a usar também, no momento não é legal andar com ele, quando ele ficar livre desse problema, você poderá ser amigo dele e sair com ele, agora não é o momento...
A explicação foi longa, mas tenho certeza que esse filho ouviu. Outro
ponto importante é o tom de voz que você usa: palavras gritadas não são
ouvidas, palavras doces atraem a atenção e produzem o efeito desejado. Mãe, o
mundo está cheio de hostilidade, violência demais, gritos demais...
Porém, se nossos filhos encontram um lar sem essas características, uma
família (ou pelo menos uma mãe) que os apoia, explica e se mostra doce mesmo
que eles façam coisas que lhe desagradem, cedo ou tarde eles darão valor a
isso.
Policie suas palavras, seu tom de voz, como você se expressa acerca de
uma situação ou pessoa diante dos seus filhos, pois, nossas atitudes assistidas
por eles, ajudam na formação de parte do caráter deles. Veja como é importante
estar atenta a isso! Ouvi um filho contando como mudou suas atitudes: Um dia
ele chegou em casa de madrugada, entrou sem fazer barulho, e viu sua mãe de
joelhos na sala orando por ele, ouviu que ela pedia a Deus que o guardasse, que
o protegesse de todo mal, porque ela o amava e queria o melhor para
ele.
Nesse momento, ele se pôs de joelhos ao lado dela, a abraçou e começou a
chorar, ali ele fez uma análise de como estava vivendo e do quanto estava
fazendo sua mãe sofrer... Nesse momento, pediu perdão a ela e decidiu mudar, deixou de se drogar, deixou os ambientes noturnos, as
bebidas, as más companhias e abraçou a fé de sua mãe. Que maravilha! A atitude
dela de não brigar com ele quando chegava tarde cheirando a álcool, mas, de
orar por ele sem reclamar tocou seu coração mais que mil palavras. Dê a seu
filho o que ele jamais encontrará lá fora: Palavras e atitudes que produzem
vida!
Mães não desistem de seus filhos!
Sandra Lages
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