A administração das finanças no lar



Muitos casamentos entram em crise por falta de transparência nas finanças. O marido às vezes trabalha e a esposa não, mas ela nem sabe quanto ele ganha e o que ele tem feito com o dinheiro que recebe. Fica dependendo dele para pagar todas as contas e nunca sabe se pode comprar uma calcinha. Ou acontece de ambos trabalharem mas cada um realiza os gastos como bem entendem, sem um saber o que o outro compra ou deixa de comprar, como se ainda fossem solteiros. Mas casamente é parceria, é transparência e confiança, também nas finanças! O tempo de fazer o que bem entendiam e sem dar satisfação já passou!

É bem verdade que a responsabilidade das finanças no lar é do marido, no entanto, sua esposa tem o papel de auxiliar e contribuir. Ambos precisam caminhar em parceria, já que o objetivo comum aos 2 é o mesmo lar.

A transparência a respeito das finanças independe se marido e esposa trabalham, se trabalham de carteira assinada ou não, nem mesmo se um trabalha e o outro não.

A mulher citada em Provérbios 31 era admirada pelo seu marido. Nos versículos 15, 16, 17 e 18 do referido livro, o texto diz que além dos afazeres domésticos que eram realizados com alegria, ela planejava as tarefas, avaliava possibilidades de compra, e então fazia o devido investimento quando era viável. Isso significa que ela não saía gastando o dinheiro da sua casa com o que bem entendesse, mas de acordo com a viabilidade e necessidade de sua família num todo. Essa era sempre a visão dela.

Perceba que o marido da mulher virtuosa era respeitado fora de casa, mas também pela sua família.

Portanto MARIDO, se você já tem sido zeloso com as finanças do seu lar, parabéns, mas deixe sua esposa a par de cada detalhe! Mas se reconhece que precisa melhorar, é um passo importante pedir ajuda à sua esposa, principalmente se ela for uma mulher organizada e que administre bem seus recursos!

Permita que sua esposa conheça as entradas e saídas, tenha acesso às suas senhas, se há dinheiro guardado na poupança ou em caso para eventuais emergências. Ela precisa saber a respeito dos projetos para o futuro, e quais são as são as metas e ordens de prioridade da casa. Conversem abertamente demonstrando sua confiança e combinem alvos. Vocês podem combinar por exemplo que farão as contas do mês juntos. Combinem de priorizarem o pagamento das contas fixas, as emergenciais e decidam juntos o que será feito com o que sobrar.

A transparência deve ser de ambos, nos recebimentos, gastos, reservas, bem como nos projetos.

Saber a senha um do outro também é uma relação de confiança e zelo com o futuro, pois emergências podem acontecer. Se há confiança mútua, não tem razão de achar que o outro sairá gastando “à torto e à direita” o que está na conta do outro, nem fugir do que foi combinado. O combinado não sai caro, como diz o ditado.

O marido é o cabeça da casa e sua esposa deve ser submissa, no entanto, isso não quer dizer que o marido precise usar essa autoridade para fazer o que quiser com o dinheiro que é da casa, e sua esposa ter que ficar recebendo “não” para tudo o que ela precisa e deseja comprar. Precisa haver zelo nas finanças de um para com o outro. É uma forma de respeito e confiança.

Quando éramos solteiros fazíamos o que queríamos com nosso tempo e dinheiro. Mas no casamento não pode haver individualidade, e sim troca, comunhão, parceria. 

As conversas precisam vir recheadas de amor e compreensão mesmo quando houver discordância. Aliás, a oração é algo imprescindível para que a mente de ambos seja blindada a respeito das negociações, sem tristeza mas em compreensão.

Entendo que é de grande valia anotar em um caderno ou alimentar uma planilha do excell por exemplo, o valor de entrada no mês POR CADA UM, e os gastos a partir dali. Isso permite que ambos vejam a situação real das finanças, as necessidades, excessos e possam trocar ideias como cortes, ajustes e novos investimentos. 

A decisão é sempre do marido, mas tenho certeza que, se esse marido ama a sua esposa e confia nela, as ponderações de ambos gerará uma boa administração do lar.

Listem as necessidades de ambos e justifiquem com respeito um ao outro. Por exemplo: a esposa precisa de uma panela de pressão nova, pois a dela está com defeito. Aí o marido acha que não é prioridade. Então ela explica que ela leva 15min para cozinhar algo na pressão e 3h na panela comum, gastando muito mais gás e dando mais trabalho para cozinhar. Pronto! Ele achava que seria apenas um luxo por desconhecimento, mas a esposa precisa sabiamente justificar sua necessidade.

Da mesma forma se ela já possui 20 saias e deseja comprar uma nova, ele terá toda a razão de combinar que ela ganhe a desejada saia em seu aniversário por exemplo, já que não é prioridade nesse momento e eles precisam juntar dinheiro para comprar o apartamento próprio. 

Ou ele quer comprar um tênis novo mas já tem outros 5 em excelente estado, ele pode esperar outro momento para que outras prioridades da casa sejam resolvidas! 

Tudo precisa ser conversado previamente , porque uma vez que ambos sabem das prioridades e realidades da casa, ficará mais fácil para os 2 e sem estresse.

A mulher sábia saberá analisar as finanças não pedindo ao seu marido para gastar com bobagens e ainda fará excelentes sugestões onde todos de sua casa serão beneficiados.

O casal que caminha junto, mesmo dentro de suas responsabilidades no padrão ensinado pelo Senhor, certamente é mais feliz.

Qual dos 2 é mais organizado? Conversem sobre isso e negociem sobre a maneira das finanças serem combinadas.

Que tal fazer uma listagem de contas fixas, outra de contas esporádicas, e outras de desejos na ordem de prioridades. 

SEGUE UMA AMOSTRA DE CONTROLE MENSAL, PARA QUE VOCÊS SE MOTIVEM! As informações são hipotéticas.

CONTROLE CARTÃO DE CRÉDITO

 CONTROLE EMPRÉSTIMO




















CONTAS DO MÊS




Caso saibam usar o excell e suas ferramentas, usem fórmulas. Nesse caso por exemplo o dízimo (se você é cristão e dizimista), já sairia com o valor de 10% em cima do valor de recebimento no mês, somaria o valor total de entradas, de saídas, a tabela auxiliar de cartão de crédito e empréstimo por exemplo entraria automaticamente, etc.
Mas se não souber, faça a mão mesmo, não tem problema ! O importante é que o diálogo seja em paz e vocês passem a planejar e organizar juntos.

Autoria:
 Juliana Meni


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