Fechado para balanço

“Fechado para Balanço”. Antigamente, a cada fim de ano, esta frase podia ser lida nas portas de lojas comerciais durante o período em que as empresas paravam as atividades para analisar o seu desempenho anual. Erros, acertos e novas estratégias eram discutidas com o objetivo de ampliar os resultados. Era um momento de reflexão. Assim sejamos nós. Mesmo sendo impossível pararmos a nossa vida, devemos fazer uma avaliação de nós mesmos, visando corrigir os nossos erros, valorizar os nossos acertos e projetar coisas novas. Independente do período do ano, sempre é tempo de “fecharmos para balanço”. 
Precisamos analisar as diversas áreas, observar nossos avanços, constatar nossos equívocos e descobrir o que ainda falta para sermos plenamente realizados e felizes. Entre todas as criaturas feitas por Deus, nós, seres humanos, somos os únicos com a capacidade de raciocínio e livre arbítrio. Podemos escrever, livremente, a nossa história. Ainda que nosso passado esteja marcado por episódios trágicos e infelizes, o nosso futuro está em branco, pronto para ser escrito. 

Analisemos, portanto, nossa vida pessoal, espiritual, profissional, familiar... Pare por alguns segundos e faça a si mesmo algumas perguntas. Outro dia, pensei nestas: Qual tem sido o meu desempenho nos relacionamentos (familiar, espiritual, afetivo, profissional)? Quais são as marcas que tenho deixado na vida dos meus familiares e amigos? Como serei lembrado daqui a alguns anos? Estou satisfeito comigo mesmo? Aonde quero chegar? Qual é meu projeto de vida e como conseguirei alcançá-lo? Como tenho me comportado diante das adversidades do dia-a-dia? Tenho avançado ou estou parado? Enfim, pare e pense. 

Não fique assustado se ao fazer o “balanço”, o resultado não for positivo. Nunca é tarde para mudar. Veja como você pode melhorar e siga em frente. Estabeleça metas, prioridades e corra atrás. “Esforça-te e tenha bom animo”. Reveja e modifique algumas coisas em sua vida. Nem tudo acontece do jeito que queremos, mas nem por isso devemos parar de planejar, imaginar, sonhar e projetar. 

O nosso futuro depende de nós. Realmente, fatores externos contribuem positiva ou negativamente com a nossa trajetória. Afinal de contas, tragédias, acidentes e incidentes nem sempre podem ser evitados. Porém, é a atitude interior quem definirá a importância do passado no futuro. Além disso, obstáculos fazem parte da vida e temos que estar preparados para enfrentá-los. 

O meu destino não está “escrito nas estrelas”, “na palma da mão” ou em algum livro sagrado. Deus me deu a vida para que eu viva, não para que eu seja um fantoche. O meu destino sou eu quem construo, vivo, desfruto e altero. O meu destino sou eu. 

Guilherme Costa é jornalista, assessor parlamentar, bacharel em teologia, presbítero e aspirante a pastor da Igreja Metodista Wesleyana, atualmente servindo na 2ª IMW em Jardim Primavera, Duque de Caxias - RJ. É casado com Ellen Cristina Ignácio Costa. Visite o blog http://guilhermecostaimw.blogspot.com

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