Falando de finanças

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Dinheiro. Quanto mais ando por este mundo e quanto mais gente conheço, porém, percebo que as pessoas simplesmente não sabem lidar com ele. É verdade. O que vejo de gente falando que tá duro por aqui é incrível. Vejo as mais diversas lamúrias sobre dinheiro, ou a falta dele. E elas não escolhem nível social não. Já vi gente que ganha 1200 reais agradecer a Deus pelo pouco que tem, e já vi gente que ganha DEZ MIL reais chiando que o dinheiro não chega ao final do mês.

A Bíblia nos conta que o amor a ele é a raiz de todos os males. Contudo, o que mais vemos é pessoas falando sobre a questão, pastores pregando sobre o tema, livros sendo lançados e devorados por aqueles que querem saber o segredo de multiplicá-lo. 
O que devemos pensar sobre o tema? O que a Bíblia nos ensina? E como devemos lidar com ele?

Em primeiro lugar, vemos na Palavra de Deus que o tema é antigo. Judas traiu a Jesus por 30 moedas de prata. Abraão deu 10% de suas riquezas a Melquisedeque. Salomão foi tido como o homem mais rico da história, e Jó teve que enfrentar a crise financeira imediata. Pessoas ofertavam para reconstruir o templo, para sustentar o sacerdócio e para se alimentarem (não nesta ordem). Logo, precisamos compreender qual o papel do dinheiro em nossas vidas.

Quando vislumbramos os tempos que vivemos, percebemos que o dinheiro é utilizado muito para satisfazer as nossas vontades carnais. O mundo atual nos apresenta uma cultura em que a pessoa só é valorosa se tiver as coisas. E isso vem desde cedo: As crianças, após certa idade, começam a pedir roupas de grife, tênis de marca, celulares do tipo smartphone, tablets, tudo para poderem se igualar ou superar seus amiguinhos. O mesmo comportamento se replica ao longo do tempo, com os brinquedos apenas ficando mais caros: Carros de luxo, apartamentos ou mansões caríssimas, viagens para lugares cada vez mais exóticos. 

Como a nossa vontade carnal não pode ser saciada, pois sempre almejamos aparentar ter mais e mais, acabamos nos fazendo escravos do crédito. E aí entendemos o fenômeno do colega que disse que ganha dez mil reais e reclama que não consegue chegar ao final do mês com grandes reservas: Quanto mais ganhamos, mais queremos ter. E quanto mais queremos ter, mais nos sacrificamos financeiramente, nos envolvendo em empréstimos, cartão de crédito e parcelamentos. Resultado: Quando menos esperamos, estamos vivendo para pagar dívidas. Ganhamos 10 mil, mas gastamos 12 mil. O resultado é a falência.

Como dissemos, o amor ao dinheiro (e a tudo aquilo que ele pode comprar) é a raiz de todos os males. Logo, trabalhar esta questão é o primeiro passo para se conseguir a vitória nesta área. A pessoa precisa compreender que não pode viver pelo que os outros dizem, mas sim por sua própria consciência. Se você não anda de Corolla 2014, mas tem seu Celtinha 2005, não fique chateado com isso. Muito menos se você nem Celtinha tiver e depender de transporte público. O que te faz uma pessoa valorosa, segundo a Palavra de Deus, não são as coisas daqui, mas sim as coisas do alto (Colossenses 3.1-5. Leiam em especial o v.5, que compara a avareza a idolatria).

A seguir, a pessoa deve buscar conhecer algumas pequenas dicas financeiras para buscar equilibrar suas finanças e evitar entrar no prejuízo:

1. NÃO EMPATE SUAS ENTRADAS com mais do que 30% de financiamentos e dívidas a longo prazo: Essa é a melhor forma de se cobrir eventuais dificuldades momentâneas, como doença ou consertos residenciais emergenciais.

2. Escolha sempre as MENORES TAXAS de juros: Muitas pessoas, quando precisam de capital, pegam logo o dinheiro do cheque especial, sem perceberem que ele cobra uma taxa extorsiva de juros, entre 5 e 8% ao mês. Se preciso, busque empréstimos consignados (dentro da margem), com taxas que variam entre 0,8 e 2% a.m.

3. Nunca, JAMAIS, use MAIS DE UM CARTÃO de crédito: O cartão de crédito é o maior poço sem fundo que existe, pois as empresas aumentam o limite conforme o seu uso. A tentação de usar o cartão até o máximo para depois pagar pode gerar uma enorme dor de cabeça, pois suas taxas de juros também são proibitivas (chegando a 12% a.m. em alguns casos).

4. Se usar o cartão de crédito, SEMPRE pague o VALOR TOTAL da fatura: As empresas de cartão jogam o limite pra cima na esperança de que as pessoas gastem mais do que ganhem e paguem menos do que o valor da fatura. Isso faz com que elas sejam cobradas as taxas de juros sobre o saldo devedor, gerando uma bola de neve que nunca se paga. 

5. Se não conseguir se controlar no uso, NÃO TENHA CARTÃO DE CRÉDITO: É a melhor forma de lidar com a questão. Quem não tem cartão de crédito diminui o risco de fazer compras compulsivas ou impulsivas, gerando dívida futura.

6. Se estiver endividado, NEGOCIE RÁPIDO: Os bancos possuem total interesse que você pague a conta. Desta forma, você reduz o impacto dos juros.

7. Planilhe seus gastos mensais e só trabalhe com a SOBRA: É difícil perceber isso às vezes, porém gastamos dinheiro com as coisas mais bobas, e só percebemos isso posteriormente. Juros, tarifas de cartão e conta corrente, lazer mal planejado, tudo isso gera custos acima do que poderíamos fazer. Além disso, temos despesas fixas que podem parecer pequenas, mas com o tempo percebemos que fazem um impacto enorme no nosso orçamento. Sabendo o que temos que gastar e o quanto temos de sobra, podemos pensar sobre o que fazer e estudar as melhores formas de economizar.

8. Se precisar fazer uma despesa ou investimento, PECHINCHE: Quer jantar fora? Nada mais nobre. Porém é necessário mesmo ir toda semana naquele restaurante cuja conta não sai por menos de 100 reais? E o cinema? Precisa ser no dia mais caro, na tela mais sinistra? As salas sempre possuem dias promocionais (segundas ou quartas). Quer um tratamento de beleza? Procure as oportunidades nos sites de compras coletivas. Quer um perfume? Pra que gastar 300 reais em um importado, se tem excelentes nacionais por 60? E nem me fale das calças jeans de 300 reais...

9. RESERVE uma quantia para os momentos difíceis: Como disse acima, nunca estamos livres do imprevisto. Para evitar surpresas, guarde uma quantia na poupança que o ajude a cobrir eventuais despesas imediatas. Sugiro uma reserva de um mês de receitas. 

10. ANTECIPE os financiamentos o máximo possível: Quando fazemos financiamentos a longo prazo, pagamentos 3 ou 4 vezes o valor do produto (casa, automóvel) por conta de juros. Amortizar o saldo devedor reduz o tempo do financiamento (ou a parcela) e a quantidade de juros pagos. Por exemplo: em um financiamento imobiliário de 20 anos, uma antecipação de 12 parcelas pode significar uma redução do valor de até 36 meses de financiamento no final das contas. É dinheiro que você deixa de entregar pros bancos. 

11. PREVEJA seus gastos: Temos valores a pagar sazonalmente todo ano: IPTU, IPVA, seguro do carro, material escolar, dentre outros. Prever estes gastos nos ajuda a evitar um gargalo financeiro em determinados meses. Eu recomendo planilhar as entradas e saídas previstas para os próxims SEIS MESES, sendo que, pessoalmente, possuo os DOZE meses seguintes totalmente previstos.

Seguindo essas regrinhas básicas, você conseguirá controlar seus gastos, maximizar seus recursos e aproveitar melhor a vida que Deus te deu.

Pelo Pr.André Falcão


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